Não entendo muito de estratégia política, não mais do que os grandes estrategistas que estão nas campanhas de Serra e Dilma, mas sei dar uma boa analisada.
Serra tentou tudo que podia e não podia para ter um Vice de Minas. Ter um vice Mineiro significa estar muito forte no segundo colégio eleitoral do país. O vice de Dilma é de São Paulo, primeiro colégio eleitoral do país. Serra não foi bem sucedido.
De acordo com pesquisas, o candidato do PSDB vai muito mal no Rio de Janeiro. Sempre. Aliás, o psdb, em geral, vai sempre mal. No Rio, o que cola são candidaturas festivas, que encantam a juventude, não tão mais jovem assim, dourada, sempre dourada, do posto nove. Em que estado sério a candidatura de Heloísa Helena foi levada a sério? Só no Rio, né? Em 2002, auge das festas petistas, Lula teve 95% dos votos da capital. A fraca candidatura de Gabeira levou a cariocada toda para as ruas vestida de verde. O Rio de Janeiro é isso ai, principalmente a capital.
Pensando em seu fraco desempenho e em manter a aliança com o DEM, Serra lembra que pode ter um vice carioca e chama Índio da Costa. Jovem, rico e representante de tudo que é mais atrasado na política desse país.
A estratégia de Serra está certa. Ele foi atrás de um estado importante, que ele não tinha voto e arrumou um vice que vai a maior revista do país e diz que o presidente da república é ligado com o narco tráfico das Farcs. Se é, não é nesse post que esse ponto será levantado, mas só no Rio um cara com esse tipo de approach pode agregar voto.
Agora, temos que aguardar as pesquisas para saber quanto Índio agrega nessa candidatura.
terça-feira, 27 de julho de 2010
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