quinta-feira, 15 de julho de 2010

"O PT é o câncer do Brasil"

É com essa frase dita por um amigo de trabalho que eu retorno para a escrita política. Andei afastada por motivos não muito nobres, mas quem se importa, certo? Esse foi um ano de copa, de Nardoni, de Bruno do Flamengo, de muita agitação. Ah, mas 2010 é também ano de eleição precidencial, para governador e para 2 vagas ao senado, por estado. E eu merecia voltar. Estou sentindo falta. Na verdade, tenho tanta coisa para falar que nem sei por onde começar, mas vamo que vamo.

O cenário político anda muito embolado. Dilma, para minha surpresa, empatou com Serra antes de começar a campanha; por fora, roubando votos de setores tradicionais que não acreditam no Serra e de setores mais românticos que ainda acreditam em uma mudança à esquerda e não vêem isso na Dilma, vem Marina Silva (ex seringueira, ex freira, ex doente, ex senadora, e atualmente evangélica)

Essa eleição, na verdade vai definir algumas eleições a frente:

Se Dilma ganhar, Lula comprova que a transferência de voto é possível, dependendo da popularidade do governante, público alvo e promessa de manutenção de políticas sociais. Dilma estar empatada com Serra já nesse momento, mostra que o Brasil não quer mudança e ponto. Está tudo bem como está. Não adianta falarem que a Dilma foi terrorista, que o PT é um partido autoritário, que tende a anti democracia (tudo verdade). Nada disso vai mudar a cabeça de uma família que passou a ter comida na mesa, ou de outra família que viu seu filho ter a chance de entrar na faculdade ou ainda, barões da construção civil que lucraram como nunca nesses últimos 8 anos.

Ao eleger uma figura sem carisma, desconhecida, Lula garante a sua volta em 2015 (depois eu explico essa data em um post chamado "reeleição". Já até escrevi sobre isso aqui,pode mandar vocês procurarem, mas como eu tô legal, vou escrever de novo.

Outro que sai ganhando com a vitória de Dilma é Aécio. Na verdade, ele ganha em qualquer cenário (explico no post reeleição). O popular governador de Minas desistiu sabiamente de fazer uma chapa limpa com Serra já prevendo que não iam ganhar e ele ficaria sem cargo. Concorrendo ao Senado, Aécio garante um cargo para 8 anos (provavelmente será presidente da Casa) e deixa Serra ser derrotado sozinho.

Se Serra for eleito, ele não terá muita escolha a fazer do que manter as políticas feitas pelo Lula, uma vez que, em toda campanha ele vai usar o discurso de manutenção: "o mesmo de forma diferente" e se não cumprir isso, não se elege mais. É mais do que certo de que Serra vai abandonar o discurso de bom administrador. Quem precisa de um bom administrador se pode ter um bom provedor, certo?

Ah, o título desse post foi só uma frase. Não tem nada de tendencioso.

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