sexta-feira, 16 de julho de 2010

Aham, Dilma, senta lá

Lendo o blog de campanha da Dilma, encontro uma passagem que mostra que a candidata entrou pela luta armada, não contra a ditadura militar em si, mas para ajudar a criar uma sociedade mais justa, pois ela não agüentava ver a pobreza. Essa é a forma mais fofa e romântica de dizer que Dilma estava lutando por uma sociedade comunista.

O que mobilizava a juventude daquela época não era estarmos em uma ditadura. O problema era a ditadura ser de direita. O problema não era nem o "militar", se os militares fossem de esquerda, estava valendo.

É claro, que as condições de temperatura e pressão eram outras naquela época. Existia uma aura de romantismo nas ditaduras de esquerda que motivavam esses jovens a pegar em armas e lutar por uma sociedade mais justa. Acredito que muitos acreditavam realmente nisso, mas tinha uma grande parcela, os dirigentes, as pessoas de peso, que sabiam que, chegando ao poder, os comunistas transformariam o país em uma ditadura de esquerda financiada por Cuba e pela URSS.

Pode ser de esquerda, pode ser de direita, mas é tudo ditadura, que usa a força, a tortura, o silêncio para se perpetuar no poder.

Dilma não era uma menina ingênua, de Minas Gerais, que se encantou com o canto da sereia de um discurso de sociedade mais justa, divisão de bens. Ela sabia exatamente o que acontecia nos países referência. Ela era dirigente, teve acesso a livros, e a alta sociedade intelectual comunista.

O pior, é que esse discurso de defesa de uma sociedade mais justa, de indignação com a pobreza vai colar, porque está casadinho com o todas as políticas sociais feitas nos 8 anos de governo Lula e foram responsáveis por dar 80% de aprovação ao governo.

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