segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um Brasil amadurecido

Nas eleições de 1989, primeira eleição direta para presidenta da república, depois de 25 anos de ditadura militar, o debate entre os presidenciáveis girou em torno da estabilização econômica, mas diversas vezes vimos, como estratégia, a invasão da vida privada dos candidatos, de forma sensacionalista, explorando um povo descrente com as instituições e desconfiado das pessoas. O ponto alto dessa invasão foi colocar uma ex namorada de Lula na TV dizendo que ele insistiu que ela fizesse um aborto. Resultado: o candidato se desestabilizou, o povo se chocou com a história e o Collor ganhou.

Quatro eleições depois mostra como o povo e as estratégias políticas amadureceram. Nas eleições de 1994, FHC já tinha um filho fora do casamento com uma conhecida jornalista Global. O fato era de conhecimento da imprensa e oposição, mas em momento algum foi explorado pelo seus adversários e pelos grandes veículos de comunicação; Nessas eleições, o vice presidente, José Alencar está as voltas com exame de paternidade; O vice na chapa de Dilma, acabou de assumir um filho fora do casamento.

Nenhum desses casos é prioridade, sequer simples pauta. Isso é um amadurecimento político do país? Ou um acordo silencioso entre a elite política que sabe que muitos têm telhado de vidro? Talvez uma mistura das duas coisas.

Com o avanço tecnológico, a estabilização econômica, o respeito na comunidade internacional e a discussão sobre o meio ambiente não sobra muito tempo para falar que um teve um caso lá ou que outra fez um aborto aqui. No âmbito pessoal todos têm suas vidas, conquistas s fracassos. A discussão tem que ser pautada pela política para que não se caia na armadilha de troca de ofensas como maricotas de vila.

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