quarta-feira, 3 de junho de 2009

Elza, a garota

Acabei de ler há um tempão, mas só agora deu vontade de escrever. O livro tem momentos ótimos como o que diz que não existe diferença entre os métodos da extrema direita e da extrema esquerda, mas tem passagens fracas, como algumas partes da ficção. Num total, classificaria como um livro ok.

Eu não conhecia essa história. Fiquei surpresa com a minha ignorância. O livro conta a história e a cobertura jornalistica da época de uma meninda de 16 anos que foi acusada de traição pelo partido comunista, o partidão, e foi condenada a morte pelo alto clero do partido, incluindo ai o Prestes.

(falando em cobertura jornalistica, lembrei de uma coisa que merece outro post. Não sei se aqui ou se no lado bon? Acho que vou fazer assim: toda vez que tiver dúvidas, coloco nos dois).

Assustador que como em nome de um ideal próprio, qualquer ato se torna justificável. Lembrei do congresso da UNE que eu fiquei responsável por tirar os delegados da PUC. Na véspera das inscrições de atas, fomos todos para um QG. Minhas atas estavam completas, mas tinham amigos da UFRJ e UFF com assinaturas insuficientes.

O líder do grupo mandou a base falsificar as assinaturas que faltavam. Fiquei revoltada, que isso não era honesto e blá blá blá. Ele me chamou num canto, falou para eu me acalmar e disse que isso era a ética revolucionária. Que justificava para elegermos o nosso candidato, que no caso era ele.

Claro que isso não se compara a assassinatos, mas é a mesma lógica pequena e egoísta que direciona organizações de extrema esquerda e extrema direita. Os discursos são pautados pela ética que vai construir um bem maior,,mas na verdade, existe um projeto individual muito maior.

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