Não é nada fácil ser filha dos meus pais. Nada mesmo. Os dois são políticos, super envolvidos com os governos. São fundadores do partido dos trabalhadores. Minha mãe é referência no estado na área social e meu pai é conhecido nacionalmente por...bem, isso vai rolar aqui já já. O que importa nesse momento é explicar porque a política corre no meu sangue, muito mais que a minha profissão, muito mais que qualquer outra coisa.
Com pais assim, com essas características, cresci rodeada por livros de conteúdo político. Leteratura pesada mesmo. Era O Capital pra cá, manifesto cominista pra lá, um milhão de biografias personalidades que os meus pais diziam que eram de esquerda.
Além do livros, tinham as conversas. Ahhh, as conversas intermináveis. Pessoas interessantes lá em casa falando sobre conjutura, pragmatismo, direitismo. Discussões com meu avô. Discussão vendo horário político. Muito falatório.
Livros, discussões, teorias e , claro, muito militância. É príbido fazer boca de urna? Coloca as filhas. Ninguém ia prender criaça mesmo. Não tem onde deixar as crianças? leva todo mundo pra quelas plenárias intermináveis, cheias de facções e gente chata.
Bem, minha infância foi isso ai. Tem como não viver política 24 horas por dia?
Não sei se ou traumas causados por essa criação devem entrar aqui ou no manumaluca. Acho que lá, né? Trauma é trauma.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
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